sexta-feira, 10 de abril de 2015

SENADO APROVA TEXTO BASE DA LEI DA BIODIVERSIDADE



Foi aprovado pelo Plenário do Senado Federal o texto base do novo marco legal da biodiversidade, fruto de entendimento promovido pelo relator, senador Jorge Viana (PT-AC), que obteve consenso em torno da maior parte da proposta. Três pontos ainda divergentes serão analisados separadamente na próxima semana.

A proposta de nova Lei da Biodiversidade – PLC 2/2015 – é um substitutivo da Câmara dos Deputados a projeto enviado pelo Executivo, que tem por objetivo modernizar a lei em vigor e conferir maior agilidade às normas que regulamentam a pesquisa e a exploração econômica da biodiversidade brasileira.

O projeto simplifica as regras para pesquisa de plantas e animais nativos, de forma a incentivar a produção de novos fármacos, cosméticos e insumos agrícolas. Busca ainda ampliar as possibilidades de compensação a comunidades tradicionais que venham a disponibilizar à indústria seu conhecimento sobre o uso de recursos do patrimônio genético.

“Todos os 17 países megadiversos, que guardam 70% da biodiversidade do planeta, estão de olho no Parlamento brasileiro, para que possam fazer a adequação de suas legislações. [A nova lei] será a mais avançada, moderna e ousada legislação de acesso a biodiversidade. Seremos uma espécie de farol a esses países na relação com sua biodiversidade, com o respeito e o reconhecimento das populações tradicionais” disse Jorge Viana.

O texto base aprovado pelo Plenário contempla diversas emendas apresentadas pelos senadores, em especial para garantir proteção aos provedores de conhecimento tradicional, como indígenas, quilombolas e agricultores familiares. Entre as mudanças aprovadas está a que assegura às comunidades tradicionais o direito de uso dos recursos da flora e fauna nativas, sem a obrigação de repartição de benefícios.

O projeto também foi alterado para explicitar que o conceito de agricultor tradicional inclui o agricultor familiar e para excluir a possibilidade de empresa estrangeira sem associação com instituição nacional acessar o patrimônio genético ou receber amostra desse patrimônio.

Destaques

Serão analisados separadamente três aspectos ainda sem entendimento: o que prevê repartição de benefício obrigatória apenas quando o componente do patrimônio genético ou do conhecimento tradicional associado for um dos elementos principais de agregação de valor do produto final; o que isenta de repartição de benefícios quando o produto acabado resultar de acesso ao patrimônio genético realizado antes de 29 de junho de 2000; e o pedido de substituição do termo “populações indígenas”, usado no projeto, pelo termo “povos indígenas”.

Após a conclusão da votação no Senado Federal, o projeto retornará àCâmara dos Deputados, por conta das alterações aprovadas.

Veja as principais mudanças aprovadas no Plenário:

– Estabelecer que será por decreto do Executivo a definição da Lista de Classificação de Repartição de Benefícios, com base na Nomenclatura Comum do Mercosul. Dessa forma, sai da nova lei a previsão se será lista positiva – de produtos passíveis de repartição de benefícios — ou lista negativa – de produtos isentos da repartição.

– Assegurar que, em caso de acesso a conhecimento tradicional associado de origem não identificável, os órgãos de defesa dos direitos de populações indígenas e de comunidades tradicionais deverão ser ouvidos, para definição de acordo setorial. O texto original previa que esses órgãos poderiam ser consultados.

– Determinar que, nas infrações que envolverem acesso a patrimônio genético ou a conhecimento tradicional associado em atividades agrícolas, a competência de fiscalização será de forma articulada peloMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(MAPA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama).

– Estabelecer que repartição de benefícios prevista em acordo internacional não se aplica à exploração econômica de material reprodutivo para fins de atividade agrícola de espécie introduzida no país pela ação humana até a entrada em vigor desta Lei, ressalvada a obrigação prevista no Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura.

– Explicitar no conceito de agricultor tradicional que inclui o agricultor familiar;

– Excluir a vinculação da definição de sementes crioulas à Lei de Proteção de Cultivares (Lei 9.456/1997) e ao Sistema Nacional de Sementes e Mudas (Lei 10.711/2003).

– Excluir dispositivo que permite a empresa estrangeira sem associação com instituição nacional acessar o patrimônio genético ou receber amostra desse patrimônio genético.

– Estender a povos indígenas e comunidades tradicionais a isenção da obrigação de repartição de benefícios, já prevista no projeto para microempresas, empresas de pequeno porte, microempreendedores individuais, agricultores tradicionais e suas cooperativas.

– Destinar para unidades de conservação, terras indígenas, territórios quilombolas e áreas prioritárias para a conservação de biodiversidade a repartição de benefícios na modalidade não monetária. O substitutivo deixa a cargo do fabricante do produto oriundo de acesso ao patrimônio genético a indicação do beneficiário da repartição.

– Determinar que seja por decreto do Executivo a escolha da forma de repartição de benefícios na modalidade não monetária, e não por ato de ministérios, como previsto no substitutivo. A modalidade de repartição não monetária inclui, entre outras, transferência de tecnologia, isenção de taxas de licenciamento de produto e apoio à proteção da biodiversidade.

FONTE: Agência Senado

terça-feira, 7 de abril de 2015

Projeto que define o percentual mínimo de 35% de cacau para que um produto seja considerado chocolate é aprovado em audiência


Os produtores de cacau e chocolate presentes na audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado manifestaram apoio ao projeto de lei (PLS 93/2015), de autoria da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que define o percentual mínimo de 35% de cacau para que um produto seja considerado chocolate.

A proposta prevê, ainda, que o teor de cacau deve constar do rótulo. Destacando a importância do projeto, Guilherme Moura, da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau, disse que a iniciativa da parlamentar baiana  Lidice da Mata representa o início de um plano reestruturante para o setor e que aproxima a legislação das demandas do mercado, que já pede mais cacau nos chocolates.

O produtor Henrique Almeida, da Associação de Produtores de Cacau da Bahia (APC), reforçou a importância da melhoria da matéria- prima utilizada na fabricação do chocolate e opinou que é preciso que o governo implante uma política pública de incentivo à revitalização da produção cacaueira. Para ele, o projeto de Lídice irá incentivar a qualidade da lavoura e beneficiará os consumidores.

Luis Oliveira, representante de um dos estados produtores, o Pará, destacou o foco do projeto é em  benefício da saúde da população, pois valoriza o cacau em detrimento do uso de açúcar. Ele destacou, ainda, que “a Amazônia é grande produtora de cacau e o projeto reforça o olhar sobre a região e sobre a necessidade de se melhorar as condições da cacauicultura”.

Já José Schneider, da Associação da Indústria e Comércio de Chocolates de Gramado, pediu a união de esforços entre produtores e indústria para melhorar a qualidade da amêndoa utilizada na fabricação dos produtos à base de cacau. Único representante do setor industrial, ele pediu que sejam analisados os prazos para que a nova regra seja aplicada após aprovação, e demonstrou preocupação com o aumento de custos em função das novas rotulagens.

Uma nova fronteira para o cacau

Por Lygia Calil :Enviada especial

Quem ama chocolate e se orgulha da própria chocolatria está sempre em busca de novos sabores para explorar. Os mais aficionados já notaram que é cada vez mais comum encontrar opções diferentes no mercado brasileiro: dos famosos belgas aos africanos, passando pelos de países da América Central, cada um apresenta um sabor particular, notas de diferentes aromas e paladares que encantam os apaixonados. Mas o que dizer do chocolate de origem brasileira? Belém, Pará.


Chocolate. Produção amazônica está na mira de chefs da alta gastronomia e também da indústria, que reconhecem valor nas amêndoas de cacau forjadas sob a floresta, com sabor e textura peculiares
Dona Nena, como Izete dos Santos é conhecida, colhe o cacau no seu quintal, na Ilha do Combu, no Pará




Dona Nena, como Izete dos Santos é conhecida, colhe o cacau no seu quintal, na Ilha do Combu, no Pará







Chocolate amazônico














O cacau fino da Bahia tem ganhado espaço, mas uma nova fronteira se apresenta no horizonte. Trata-se do chocolate amazônico. Nos circuitos de alta gastronomia, ele é tratado como iguaria, e a indústria também já percebeu potencial no produto.

Gigantes no mercado, a Harald/Melken e a belga Callebaut já incluíram as amêndoas amazônicas em seus portfólios. Na linha Unique, que aponta na embalagem até as coordenadas geográficas de onde vem o cacau, a Harald lançou o chocolate 70%, produzido no Pará. Já a Callebaut apostou em um blend entre amêndoas baianas e amazônicas, no chocolate 66,8% puro de origem do Brasil.

Muito à margem da indústria, mas ainda assim celebrada por chefs brasileiros famosos, está Dona Nena, como é conhecida a ribeirinha Izete dos Santos Costa. Ela produz seu chocolate com 100% de cacau à beira do igarapé Combu, um dos afluentes do rio Guamá. Para chegar até lá, são necessários 20 minutos de barco desde Belém.

O Gastrô a visitou na semana passada, acompanhando o trecho Belém-Ilha do Marajó da Expedição Fartura, do festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes.

O chef paraense Thiago Castanho usa o chocolate de Dona Nena em suas criações desde 2010 no restaurante Remanso do Bosque, 34º melhor da América Latina no ranking da revista britânica “Restaurant”. Ícone da nova geração que ajudou a catapultar o status da gastronomia paraense no cenário mundial, Thiago e uma espécie de “embaixador” do chocolate da ilha do Combu. “Comecei a usar o produto em receitas no Remanso do Bosque e a divulgar bastante também, enviando para cozinheiros do Brasil todo”, relembra o chef.

Sempre que recebia outros chefs em sua cozinha, para jantares a quatro mãos, Thiago os levava até a Ilha do Combu para conhecer a produção de Dona Nena. “O produto começou a se popularizar e ganhar as cozinhas”, diz ele.

Artesã
FOTO: Rusty Marcelline

Trabalho final do chocolate amazônico


Durante a visita à sua casa, Dona Nena mostrou como é sua produção, que na safra atinge 15 quilos semanais de chocolate, recebendo o rótulo Filha do Combu. Todo o processo não poderia ser mais artesanal. A coleta do fruto é em seu quintal. Como vive em uma área de preservação ambiental, toda a ilha é coberta com a floresta, com cacau à disposição.

Já o processamento nem de longe lembra o que grandes empresas empregam. A fermentação das sementes é feita em um caixote de supermercado, e as amêndoas são secas ao sol em uma esteira de fibra de açaí, à beira do rio que corre manso alguns passos adiante.

Enquanto grandes produtores de cacau fino controlam incessantemente cada etapa da produção com aparelhos que medem a umidade, a atividade de micro-organismos e outros indicadores nas amêndoas, Nena se vale do “olhômetro”, ou seja, da própria sensibilidade.

Foi assim que aprendeu a fazer. “Essa é uma receita antiga da família. Eu já tinha aprendido quando criança, mas o modo de preparo acabou se perdendo no tempo. Quis recuperar para poder oferecer o produto. Aqui na ilha, somos todos extrativistas, dependentes do açaí. Mas eu queria ganhar um pouco mais com um produto processado, e me lembrei do chocolate”, relembra ela.

Para a torra das sementes, chamadas “nibs”, ela usa o forno do fogão de casa. E para chegar até a pasta de 100% de cacau, adaptou um moedor de carne. “O cacau é muito duro, cheguei a queimar dois liquidificadores tentando quebrar as amêndoas. O moedor foi a melhor solução, mas ainda preciso de um ‘muque’ forte para me ajudar”, brinca Nena.

Depois que a pasta está pronta, o cacau é posto para secar em uma embalagem de 100 gramas (que ela chama de “poqueca”), na própria folha do cacaueiro. Nena vende o produto in natura e também na versão em brigadeiro.

O resultado de tanto trabalho é um produto rústico que encantou até o chef Alex Atala, sétimo melhor do mundo segundo a revista “Restaurant” e único detentor no país de duas estrelas no guia Michellin. Atala cita o chocolate de Dona Nena no livro “D.O.M. - Redescobrindo os Ingredientes Brasileiros”, lançado no ano passado. Entre suas reflexões sobre a cozinha brasileira, assim ele descreve o chocolate do Combu: “Com sabor específico, elegante, com notas terrosas e rústicas, o cacau produzido nessa ilha é uma das maiores revelações de minhas recentes viagens à Amazônia”.

Não à toa, o chocolate entrou para o menu-degustação do D.O.M., em uma composição com mandioquinha glacê e chantili de mel de abelha indígena. Nada mau para quem vive na floresta.

Rusticidade à prova de fogo

Trunfos. Além do sabor mais intenso, o comportamento do chocolate amazônico frente a temperatura é um de seus trunfos. Pelo menos é nisso que acredita o chef francês Bertrand Busquet, diretor da Chocolate Academy São Paulo, o braço da Barry Callebaut voltado à educação.

Dos testes e degustações realizados na instituição, o caráter rústico das amêndoas cultivadas no Pará surpreendeu. “A manteiga do cacau amazônico é mais dura do que as outras. Comparada à do cacau baiano, por exemplo, tem outra reação à temperatura. Isso abre novas possibilidades de trabalho com o chocolate”, diz ele.
Do ponto de vista gastronômico, o chocolate produzido com esse cacau combina bem com produtos amazônicos. Para ele, frutas, castanhas e raízes da região são os pares ideais para uma composição harmônica.
*A repórter viajou a convite da Expedição Fartura, do festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes.








quinta-feira, 26 de março de 2015

No Dia Internacional do Chocolate, o que tem o cacauicultor a comemorar

Arquivo Ed Ferreira

Chocolate. Com  um grupo de chocólatras ao redor do mundo, pode ser apreciado em diversas formas e misturas vários sabores e tem uma data especial para ser lembrado. Hoje (26) de março é o dia internacional do Chocolate. De moeda a manjar e  iguaria gastronômica que registra uma história que passa dos 3 mil anos. De apreciadores seletos, restrito à classes e clubes, hoje é uma das iguarias mais apreciadas na terra e a cada dia conquista apreciadores.


Chocolates finos idealizados no Sul da Bahia

De sabor inconfundível, o chocolate, só tem uma fonte  de origem , o cacau. A pesar de um exercito de apreciadores do chocolate, poucos sabem sua derivação do cacau e ou conhecem a planta. O cacau foi registrado inicialmente na América Central por meio da cultura Asteca , Inca e Maia, mas se espalhou por toda America , África e Indonésia.
O cacau produz uma fruta que  possui substâncias fotoquímicas e vitaminas capazes de prevenir doenças e dar ao consumidor um prazer especial ao ponto de deixa-lo inebriado. Estamos falando de chocolate e não de achocolatados!  
Apesar de ser uma cultura antiga e possuir um mercado consumidor garantido, tornou-se um produto de manobras capitalistas, ficando a mercê das imposições de um pequeno grupo de moedores que manipulam o mercado por meio das bolsas de valores.

A exemplo de outros produtos, como os diamantes que são extraídos com muito sacrifício dos sub solos de países pobres por meio de métodos escravos, crianças e muito sangue derramado para finalizar na coleção particular ou no pescoço de um milionário. O cacau, de ontem e hoje, é extraído de regiões ricas, mas por meio de pobres, usando se práticas condenáveis, quando não por meio de salários irreais. Por outro lado há ainda aqueles produtores que não encontram nenhum apoio e estimulo governamental para explorar a cultura que tem uma prática ainda muito cara, obrigando os a recorrer a financiamentos privados de juros altos, tornando a impraticável.
Ed Ferreira 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ADM espera vender negócio de chocolate ainda no 3º trimestre



 A gigante do agronegócio Archer Daniels Midland (ADM) espera vender seu negócio global de chocolate até o fim do terceiro trimestre, depois de optar por manter seu negócio de esmagamento de cacau.

"Nós esperamos assinar o acordo até o fim do terceiro trimestre para vender nosso negócio global de chocolate", disse o presidente da ADM, Juan Luciano, em uma teleconferência com analistas para discutir os resultados da empresa no segundo trimestre.

A companhia teve lucro acima do esperado pelo mercado, de 533 milhões de dólares, ou 0,81 dólar por ação, ante 223 milhões de dólares (0,34 dólar por ação) um ano antes, atribuindo o resultado a fortes exportações dos EUA e demanda por etanol.

A ADM é uma das três maiores comerciantes de cacau do mundo. Em abril, a companhia disse que irá manter o esmagamento de cacau, que responde por cerca de dois terços de seu negócio de cacau, mas que irá vender seu negócio de chocolate, depois de falharem as longas negociações para vender as duas operações para um mesmo comprador.

A ADM tem cerca de seis unidades de chocolate, segundo informado anteriormente.

O processamento de cacau e outras commodities pela ADM registrou o segundo lucro trimestral consecutivo, de 20 milhões de dólares, ante um prejuízo de 17 milhões de dólares um ano atrás.

"Em cacau, o ambiente de margem permanece bom", disse Luciano.

(Por Marcy Nicholson em New York e Tom Polansek em Chicago)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Cacau atinge máxima de 3 anos em NY com demanda crescente


Os futuros do cacau alcançaram o maior nível em três anos na Bolsa de Nova York, com apostas de que a demanda continuará superando a produção. O processamento da amêndoa na América do Norte e na Ásia aumentou cerca de 5% no segundo trimestre, superando expectativas. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, o mercado futuro pode ter uma onda de compras a qualquer momento, já que a demanda continua sólida e a oferta é escassa. A alta dos preços já está chegando aos consumidores. Nas últimas semanas, Mars e Hershey, duas das maiores fabricantes de chocolate dos Estados Unidos, anunciaram aumentos de 7% e 8%, respectivamente, devido a custos mais altos com matéria-prima. O contrato com vencimento em setembro ganhou 0,9% e fechou a US$ 3.205 por tonelada.


O suco de laranja caiu 3,6%, com a ausência de ameaças climáticas aos pomares da Flórida. A temporada de furacões no Atlântico Norte, que vai de junho a novembro, ainda não representou riscos ao maior Estado produtor de laranja dos EUA. O mercado também é influenciado pelas vendas da bebida no país, que estão no menor patamar em mais de 12 anos.

Na Bolsa de Chicago, o trigo fechou em alta pela primeira vez em três sessões, com ganho de 1,4% no dia. Recentemente, os preços se aproximaram da mínima em quatro anos e isso levou muitos investidores a apostar em melhora da demanda pelo cereal norte-americano. Ontem, o governo anunciou uma venda de mais de 200 mil toneladas para a Nigéria.



Fonte: Angelo Ikeda, de O Estado de S. Paulo

Rótulo de chocolate poderá conter informação sobre teor de cacau

Um em cada três chocolates vendidos no Brasil não são chocolate real, diz deputado.
Arquivo/ Alexandra Martins


Eliene Lima: qualidade dos chocolates vendidos no Brasil é alarmante.


Fabricantes de chocolate poderão ser obrigados a informar a porcentagem de cacau constante no produto. Pelo Projeto de Lei 7284/14, em análise na Câmara dos Deputados, essa informação deverá constar no rótulo de forma clara e facilmente legível.

Autor da proposta, o deputado Eliene Lima (PSD-MT) aponta que, para ser considerado chocolate, o produto deve conter no mínimo 25% de cacau na composição, de acordo com norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele afirma, no entanto, que a qualidade dos chocolates vendidos no Brasil é alarmante.

Segundo o parlamentar, pesquisas apontam que um em cada três chocolates vendidos no País não contêm o percentual mínimo exigido pela Anvisa. Nesses casos, na opinião de Lima, o rótulo deveria esclarecer que se tratar de um produto com “sabor de chocolate".

O projeto prevê que, em caso de descumprimento da nova lei, os fabricantes ficarão sujeitos às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
PL-7284/2014
Reportagem - Maria Neves
Edição – Daniella Cronemberger

Fonte: 'Agência Câmara Notícias'