terça-feira, 28 de julho de 2015

CNA pede ao governo revisão de análise de risco de novas pragas do cacau de países africanos




Brasília – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a imediata revisão das Análises de Risco de Pragas do cacau de países que exportam este produto para o Brasil, entre os quais Costa do Marfim, Gana e Camarões, principais produtores mundiais da fruta. A preocupação da entidade é com o risco de disseminação de novas pragas na lavoura cacaueira, em um momento de recuperação da atividade.

Em ofício encaminhado ao órgão, o presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, Tom Prado, explica que a medida tem o objetivo de garantir a segurança fitossanitária das lavouras de cacau no país. Ele relata que, em 2012, foi identificada a presença de insetos vivos em uma carga de quatro mil toneladas de amêndoas de cacau vinda da Costa do Marfim, maior produtor e exportador mundial, que entrou no Brasil pelo Porto de Ilhéus, na Bahia.

“Esse fato causou uma grande preocupação nos produtores”, lembra Tom Prado. Para o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), Guilherme Moura, a cacauicultura passa por um momento de retomada significativa de crescimento. Assim, a possível entrada de uma nova praga “botaria por terra todo o trabalho do setor”.

Entre as pragas mais conhecidas que atingem a produção cacaueira, estão a monília, o broto inchado e a vassoura de bruxa, sendo que esta última afetou grande parte da produção no final da década de 80.

“Essa recuperação é incontestável. O país hoje é autossuficiente na produção. Ainda que precisemos importar, isso deve ser feito na maneira mais segura possível”, ressalta. No ano passado, o país importou 35 mil toneladas de cacau pelo Regime Especial de Drawback, mecanismo que consiste na eliminação de tributos incidentes sobre insumos importados para industrialização de produtos visando à exportação. Segundo Moura, é incontestável a recuperação da atividade cacaueira, tanto na Bahia quanto no norte do país, principalmente no Pará e em Rondônia.

Além da retomada do crescimento da atividade, Guilherme Moura destaca o novo perfil do cacauicultor, com foco empresarial e preocupado em agregar valor ao produto, visando à melhoria de renda de toda a cadeia produtiva. Uma prova deste trabalho é que hoje o chocolate brasileiro tem reconhecimento internacional e o país hoje é o terceiro maior consumidor mundial do produto derivado da fruta.

Fonte: CNA

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O cacau polêmico que pode salvar a indústria do chocolate

Por: LESLIE JOSEPHS CONNECT



Com um nome que lembra um droide de "Guerra nas Estrelas" e a reputação de ter um gosto ácido, o grão de cacau CCN 51 é um herói improvável da indústria do chocolate, que movimenta US$ 110 bilhões por ano.

Alguns fabricantes e agricultores se voltaram para o grão das árvores altamente produtivas do CCN 51 para combater a escassez iminente da produção de cacau, enquanto que outros juram que nunca o usarão.

A oferta global de cacau deve ficar aquém da demanda pela segunda temporada consecutiva. Fabricantes de doces estão aflitos à medida que o consumo cresce em países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia, ao mesmo tempo que a produtividade das árvores de cacau estagnou e alguns agricultores migraram para outras culturas. A Mars Inc., empresa americana que fabrica o chocolate M&M, estima que o mundo vai precisar de um milhão de toneladas adicionais de cacau em 2020, 25% a mais que hoje.

Uma solução possível: uma variedade de cacaueiro conhecida como CCN 51. Desenvolvida no Equador por um agrônomo há quase 50 anos, sua produtividade pode chegar a ser cerca de quatro vezes superior à média mundial.


Agricultura no Peru segura um cacau da variedade CCN 51 (à esq.) e outro menor (à dir.), usado na produção de chocolates finos.

A produção mundial de cacau ficou abaixo da demanda em 174.000 toneladas na safra que terminou em setembro. Este ano, a demanda deve superar a oferta em 115.000 toneladas, de acordo com a Organização Internacional do Cacau, ou OIC, à medida que os consumidores de mercados emergentes abocanham um pedaço maior da oferta mundial de cacau.

O Brasil está entre os maiores produtores de cacau do mundo e, pelas estimativas da OIC, produziu 185.000 toneladas na safra de 2012/13, menos que as 220.000 toneladas da anterior.

A organização, sediada em Londres, espera que a tendência continue por cinco anos, o que amplia a necessidade de uma variedade com alta produtividade. Na quarta-feira, o cacau para entrega em maio chegou a US$ 3.025 a tonelada na bolsa americana ICE Futures, perto do recorde dos últimos dois anos e meio, embora tenha caído 1,7% ontem.

Adotar a nova variedade nos trópicos pode soar como uma decisão fácil dada a maior produtividade. Mas o CCN 51 provoca um debate acalorado entre os "chocolatiers". Os grandes fabricantes estão incorporando as novas sementes em sua produção, mas alguns vendedores especializados dizem que o chocolate feito com esses grãos não é saboroso. Alguns confeiteiros temem que as árvores do CCN 51 acabem substituindo as variedades ricas e saborosas do cacau da Bacia do Rio Amazonas, onde o produto teve sua origem.

A Lindt & Sprüngli AG , empresa suíça que faz as trufas Lindor, afirma que não usa o CCN 51. A empresa recentemente ajudou a financiar um estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para encontrar uma forma de testar o DNA do grão de cacau e eliminar as variedades indesejadas.

"O sabor do CCN 51 [...] é insípido", diz Francisco Javier Gómez, diretor de negócios internacionais da empresa colombiana CasaLuker AS. "É para os chamados produtos de grande escala."

Para os grandes fabricantes de chocolate, aumentar a produtividade das árvores existentes é essencial para o futuro da produção do alimento. Contrariamente a outras grandes commodities como algodão ou milho, que são culturas anuais, os cacaueiros demoram ao menos quatro anos para produzir uma colheita comercialmente viável.

"O CCN é um burro de carga", diz Howard Yana Shapiro, diretor agrícola da Mars. "É um cultivo dos sonhos que se tornou realidade." Suas árvores são altamente produtivas e as sementes no interior dos seus frutos são maiores e produzem mais manteiga de cacau que a maioria das outras variedades. A manteiga de cacau é usada para dar cremosidade ao chocolate.

A Mars e a Mondelez International Inc., MDLZ -0.19% fabricante da marca Cadbury, afirmam que o grão do CCN 51 pode aparecer na manteiga de cacau usada em seus produtos. A Cargill Inc. e a suíça Barry Callebaut AG BARN.EB -0.28% , dois dos maiores processadores de cacau do mundo, informam que processam grãos do CCN 51.

Produtores equatorianos começaram a plantar o CCN 51 para valer depois que suas colheitas foram atingidas pelo mau tempo no fim dos anos 90. A produção do país dobrou nos últimos dez anos.

A hiperprodutividade peculiar do CCN 51 também é seu ponto fraco. A semente do cacau cresce dentro de frutos ovais. Quando eles são partidos ao meio, as sementes estão cobertas de polpa úmida. O que dá ao chocolate seu sabor é o processo de fermentação, quando as sementes são colocadas numa caixa por quatro a seis dias. A variedade CCN 51 produz mais sementes, mas também mais polpa. O processo de fermentação deixa o chocolate com um sabor forte demais e dá ao grão um sabor ácido e amargo.

As mudanças na indústria do cacau e do chocolate ocorrem muitas vezes em ritmos glaciais. A perspectiva do CCN 51 é um assunto delicado, principalmente na floresta amazônica, onde os produtores dizem que seus grãos têm sabores únicos e delicados. Na África, os produtores temem que uma mudança para uma única variedade, embora de alta produtividade, possa deixar a fonte de quase 70% do fornecimento de cacau do mundo suscetível a doenças.

A qualidade dos grãos CCN 51, porém, está melhorando. A fermentação foi reduzida ao longo das últimas dez colheitas. "As primeiras [colheitas] do CCN 51 tinham um sabor muito azedo e [a variedade] não era vista como uma opção viável para a fabricação de chocolate", diz Kip Walk, que está há 30 anos no setor de cacau e é diretor de sustentabilidade da Blommer Chocolate Co., sediada em Chicago, uma das maiores processadoras de cacau da América do Norte. A empresa compra grãos CCN 51 do Equador. "Esse sabor tem melhorado muito e o CCN faz parte das fórmulas de chocolate hoje," diz.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

40 anos de Independência de São Tomé: presos nas roças, presos na pobreza

SÃO TOME E PRÍNCIPE



As roças abandonadas e reutilizadas por muitas famílias em São Tomé e Príncipe ainda escondem ciclos de pobreza. Ex-colônia portuguesa celebra 40 anos de independência, a 12 de julho.



As roças abandonadas e reutilizadas por muitas famílias em São Tomé e Príncipe escondem ciclos de pobreza que se repetem de geração em geração. Longe dos centros urbanos, sem opção de emprego, refugiam-se na miséria e nas estratégias quotidianas de aliviar a fome.

Domingas Fernandes, 48 anos, e os dois filhos adolescentes enfrentam a fome todas as semanas.

“Às vezes passam dois a quatro dias sem fazer jantar em minha casa. No dia em que não se tem nada, passo fome sim”, conta, enquanto prepara um esparguete para o almoço. Massa com caldo de couve e alho, “já dá para salvar a barriga até à hora de jantar, depois logo se vê”.


Ainda há as argolas doces para ela e os filhos, quando regressarem da escola, venderem. Se não entrar dinheiro, “pedimos [comida] ao vizinho, que eu quando tenho também não escondo”.

A vida faz-se de porta aberta no bairro da Roça de São Domingos, na rampa para o antigo hospital, um bairro que foi crescendo ao gosto dos proprietários, antigos trabalhadores que ficaram com habitações e lotes de terreno – fraco consolo para quem viu a maior empresa agrícola de São Tomé e Príncipe fechar, até ficar com as infraestruturas no abandono, a cair aos bocados.

“Do meu lote de terra ainda tiro cacau e banana”, diz Domingas.

Vende nos mercados da capital, São Tomé, e também trabalha durante alguns dias da semana na cantina da polícia, onde é cozinheira há 10 anos.

A tudo isto ainda junta trabalhos domésticos, mas o dinheiro não chega para ela, para os dois filhos que com ela moram e para ajudar outras duas filhas, que vivem no edifício do antigo hospital da roça – o pai “aparece de vez em quando, mas não ajuda”, queixa-se.

Domingas Fernandes nasceu na ilha do Príncipe e deslocou-se com os pais para a Roça Agostinho Neto quando ainda era Roça do Rio do Ouro, empreendimento agrícola da era colonial portuguesa, para onde os progenitores foram trabalhar.

Ela própria começou a ajudar nos trabalhos de campo aos 10 anos: “partia cacau, fazia capinação, ajudava a abrir valas para a água e a colocar adubos” que mantinham os cacaueiros saudáveis.

“O secador [de cacau] foi a última coisa a deixar de funcionar. Ninguém mais cuidou dos cacaueiros. Ficaram velhos e hoje só lá moram ratos”, descreve – em muitos lotes, as árvores de cacau foram trocadas por milho.


Marlinda Vaz, 23 anos, uma das filhas de Domingas, escolhe os dias para levar para a capital o milho que apanha no campo e só descansa quando já despachou tudo.

“Vendo milho no mercado. É um dia a pisá-lo e outro a andar pela cidade para ter dinheiro para alimentar as minhas crianças”, duas meninas de seis e um ano.

“Podia ser mulher-a-dias, mas só o dinheiro em transportes para a cidade levava o salário” e outros empregos não há. Essa é a sua principal razão de queixa quando se lhe pergunta se a Independência valeu a pena.

Vive num sítio “tranquilo”, porque “não há guerra”, mas lança um olhar perdido no horizonte quando diz que não tem “futuro para dar para às filhas”.

“Nem dá para eu sentir que estou a viver bem”, acrescenta.

Mas não há outro plano: “os meus pais vieram, fizeram-me aqui e eu sempre vivi cá, nunca pensei em deslocar-me para nenhum lugar”.

O futuro fica-se pelo muro da antiga roça, dentro do qual Domingas Fernandes viveu os dias da Independência, tinha então oito anos, mas de que pouco se lembra.

“Lembro-me de uma altura em que vieram trocar a moeda. Mas não me lembro de mais nada”, remata, com pouca vontade em falar do assunto, concluindo que para aquilo que lhe interessa, hoje, “a vida não está fácil”.

“A fome aperta e o que é a gente vai fazer?” – diz.

Fonte: André Kosters/LUSA

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Foi criado o Conselho de Desenvolvimento do Agronegócio Cacau




Foi criado o Conselho de Desenvolvimento do Agronegócio do Cacau.
Uma das principais funções do CDAC será a de estudar e propor uma política agrícola específica para o setor cacaueiro. Além disso, o Conselho também acompanhará a execução dos programas do agronegócio do produto, proporá ações para adequar a oferta do cacau ao mercado interno e externo e atuará para a criação de comissões regionais voltadas ao desenvolvimento do setor. Após a montagem da estrutura das comissões, serão criados sistemas de análise e informação sobre a conjuntura econômica e social da atividade cacaueira.

O CDAC será formado por membros de vários ministérios e secretarias públicas, além de associações, comissões e representantes de produtores e trabalhadores da indústria cacaueira.

Fonte : Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

sábado, 4 de julho de 2015

ALERTA FITOSSANITÁRIO - MONILÍASE DO CACAUEIRO


MONILÍASE (Moniliophthora roreri) O agronegócio do cacau é um dos mais importantes para o Brasil por envolver cerca de 50.300 famílias, responsáveis pela geração de 500.000 empregos, diretos e indiretos e o país por ser um dos maiores consumidores de chocolate do mundo.

Os principais estados produtores são Bahia, Pará, Espírito Santo e Rondônia, responsáveis juntos por uma produção anual próxima de 200 mil toneladas.
A monilíase, ao contrário das outras pragas que atacam o cacaueiro, tem ação específica e direta nos frutos de cacau, portanto a percepção de perda na produção tem caráter imediato.

 O QUE É: 

A monilíase do cacaueiro é uma doença causada pelo fungo Moniliophthora roreri, praga de grande importância econômica na cultura do cacau pelo ataque direto nos frutos, causando prejuízos que variam de 50 a 100% na produção. 
De acordo com a legislação fitossanitária vigente, M. roreri é uma praga quarentenária ausente no Brasil e sua introdução pode provocar profundos desequilíbrios em ambientes agrícolas, urbanos e naturais, com reflexos econômicos, sociais e ambientais causados pelo desemprego, perda de renda no meio rural, e desmatamentos, considerando o caráter conservacionista da cultura do cacau.

Atualmente, a praga encontra-se restrita ao continente americano, estando presente em todos os países produtores de cacau da América Central, sendo a última constatação no México em 2005; e na América do Sul, no Equador e nos países fronteiriços com o Brasil: Colômbia, Peru, Venezuela e recentemente na Bolívia (2012), país que faz fronteira com o estado de Rondônia, terceiro maior produtor de cacau do Brasil .

 No Brasil, embora ainda não tenha sido constatada até o momento, apresenta-se como uma séria ameaça, pois levantamentos mais recentes constataram a praga em regiões próximas à fronteira do Brasil (Acre) com o Peru. A implantação e/ou pavimentação de rodovias interligando o Brasil com esses países (Peru, Venezuela e Colômbia) vem intensificando perigosamente o tráfego entre regiões afetadas daqueles países e regiões indenes de populações (espontâneas e/ou cultivadas) de cacau nos estados (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) fronteiriços do Brasil. As principais fontes do inóculo são os frutos infectados na árvore.

 A alta umidade relativa favorece a esporulação do patógeno que inicia em média uma semana após o surgimento dos sintomas, permanecendo intensa até dez semanas, quando a produção de inóculo cai para níveis insignificantes. Frutos mumificados que permanecem nas árvores de uma estação para outra, tem papel importante como fonte de inóculo inicial da praga. A disseminação dos esporos (fonte de inóculo) é realizada principalmente pelo vento, podendo as chuvas, terem um papel secundário na epidemiologia da praga. A longa distância a praga pode ser disseminada pelo transporte de frutos e veículos infectados, material vegetativo e embalagens contendo os esporos do fungo, que são viáveis em condições adversas até um período de nove meses. 

HOSPEDEIROS: 

Os únicos hospedeiros conhecidos do fungo Moniliophthora roreri estão dentro dos gêneros Theobroma e Herrania, da família Sterculiaceae (atualmente estes dois gêneros foram reclassificados dentro da família Malvaceae). 
As seguintes espécies têm mostrado susceptibilidade ao fungo seja em condições naturais ou artificiais: Theobroma augustifolium, 
Theobroma bicolor, 
Theobroma cacao, 
Theobroma grandiflorum, 
Theobroma mammosum, 
Theobroma simiarum, 
Theobroma sylvestre,  
Herrania balaensis, 
Herrania nítida, 
Herrania pulcherrima, 
Herrania purpúrea. 

SINTOMAS: 
O período de incubação do fungo é longo, variando de 40 a 90 dias, para o surgimento dos primeiros sintomas. Inicialmente são lesões irregulares de coloração marrom escura observadas nas superfícies dos frutos. Com o desenvolvimento da praga estas lesões coalescem, podendo no caso de infecções precoces, cobrirem toda a superfície do fruto (figura 2). Sobre as lesões, observa-se o desenvolvimento de um micélio de coloração branca, com grande quantidade de conídios. Após alguns dias, a coloração do micélio pode mudar para tonalidade creme, cinza ou marrom. Internamente, observa-se uma necrose generalizada das sementes, sendo a severidade deste sintoma mais acentuada quando a infecção ocorre em frutos jovens. 
As sementes necrosadas podem ficar aderidas umas às outras, dificultando sua remoção do interior dos frutos. Os sintomas da monilíase são semelhantes ao provocados pela vassoura-de-bruxa nos frutos de cacaueiro. Na ausência de esporulação de M. roreri, fica impossível uma distinção entre as duas pragas.
 CONTROLE: 
A monilíase é uma praga de difícil convivência, por não se dispor, até o momento, de técnicas eficazes para o seu controle. O manejo integrado é a forma mais eficiente de controle simultâneo das principais pragas do cacaueiro (Podridão Parda, Vassoura-de-bruxa e Monilíase): Tratos fitossanitários: remoção semanal dos frutos infectados que devem ser picados para facilitar a decomposição. Em contato com o solo, a praga tem a sobrevivência diminuída, em torno de três meses, devido à competição com outros microrganismos. 
O inóculo produzido nestes frutos, não possui a mesma eficiência de disseminação dos produzidos nos frutos infectados que permanecem na copa. Durante a estação de menor precipitação, recomenda-se remoção dos frutos infectados mumificados, que não tenham sido removidos durante o período de frutificação, a fim de diminuir o inóculo primário para o novo ciclo do fungo. A diminuição da umidade relativa no interior das plantações, através de podas das copas dos cacaueiros e das árvores de sombra, tem sido utilizada como uma forma de amenizar os efeitos da praga. 
Tratos culturais: roçagem, desbrota, poda/rebaixamento, adubação dos cacaueiros, drenagem e raleamento de árvores de sombra;

O QUE FAZER EM CASO DE SUSPEITA: A comunicação de suspeição de ocorrência de Moniliophthora roreri deverá ser feita diretamente à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento na unidade da federação, que deverá designar um fiscal federal agropecuário para realizar coleta de amostras e envio para laboratório credenciado no MAPA.

 Fonte : MAPA

quinta-feira, 2 de julho de 2015

INTERDIÇÃO DO PORTO DE ILHÉUS


Com o lema “é preciso mudar”. Os empresários do cacau no Sul da Bahia estão tentando se organizar com o intuito de formar um grupo entre eles para interditar o Porto Internacional de Ilhéus que fica na Baia do Malhado. Haverá uma reunião no sindicato rural de Ilhéus ,dia 08 de Julho de 2015 às 9:00hs onde será traçada a estratégia para o fechamento do Porto.

O intuito do movimento se atem a fechar o porto numa manifestação pacífica e impedir descarregamento da carga de cacau importado da África.

Eles desejam abrir espaço junto ao governo para negociar e apostam na pressão por meio do fechamento do Porto. A maior dificuldade vai ser conseguir números uma vez que a grande maioria dos “Empresários do Cacau” não vive nas proximidades da zona cacaueira e sim em outras plagas. Talvez se fechassem o porto Aratu reunisse mais gente, pois lá está a maioria deles.

O grande monstro regional é o deságio tem sido uma sangria constante na economia e no bolso dos empresários. O propósito maior é despertar o governo para os problemas da região:

O Drawback do cacau é a principal queixa dos empresários do cacau, eles desejam que seja reavaliado. O grito de desabafo é “Não à importação de cacau com qualidade inferior ao que produzimos”.

A FAEB (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia) a maior de representação desses, até o momento não se manifestou, isto é um sinal de que a ideia pode não eclodir.